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Os consultores do Projeto Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro (Rede Artesol) já rodaram de 740 mil quilômetros rodados pelo país para mapear, capacitar e divulgar o artesãos e artistas tradicionais brasileiros






Mulheres artesãs da Associação de Artesãos de Novo Airão, no Amazonas, com as peças feitas à mão de tiras de fibra de arumã. Foto: Júlio Ledo


A organização nasceu a partir do desejo da antropóloga de abrir mercado para os artesãos e valorizar sua produção como um patrimônio cultural do Brasil. A partir desse sonho, ela organizou um grupo de pesquisadores, cientistas sociais e filantropos que cruzaram o país, atravessaram os sertões nordestinos e deram início a um grande mapeamento das técnicas de artesanato espalhadas pelo país, executadas por meio de pesquisa, reconhecimento, amparo e fortalecimento de uma técnica ancestral existente em determinadas regiões do Brasil, incluindo núcleos de ceramistas, rendeiras, escultores e artistas populares diversos. Dessa missão nasceu uma metodologia própria para estruturar associações e cooperativas e capacitar artesãos em todo o território nacional nas áreas de gestão, design, comunicação e comercialização.



Associação dos Artesãos do Prata_Tocantins Foto: Paula Dib


Hoje, a Artesol segue atuando para fomentar o comércio justo da produção artesanal do país e promover o diálogo entre tradição e contemporaneidade. Para isso, criou uma Rede de apoio e articulação que envolve mais de 5.000 artesãos. Essa Rede se materializa na maior plataforma de artesanato do mundo (artesol.org.br), onde os artesãos têm um efetivo canal de interlocução com diversos públicos. Além disso, a organização realiza eventos culturais, oferece consultorias e cria conexões entre os artesãos e projetos de moda, design e arte, focados na brasilidade.


A ONG ainda projeta a produção artesanal nacional com publicações de moda, negócios e design nos principais veículos da imprensa nacional e regional, com mais de 100 reportagens em que o Projeto Rede é dado como referência. “O mais importante é que o artesão se torne cada vez mais independente e que ele seja o protagonista desse novo movimento do fazer artesanal, do design brasileiro, da cultura criativa, que se fortalece mais no Brasil e no mundo inteiro”, afirma Sonia Quintella de Carvalho, presidente da Artesol.



Artesãs da Associação Quilombola Conceição das Crioulas, de Salgueiro (PE), que usam técnicas ancestrais de trançado com fibra de caroá e bordado. Foto: Laís Domingues


Por sua atuação no terceiro setor, a ONG foi a primeira organização brasileira ligada ao artesanato a se tornar membro da World Fair Trade Organization (WFTO), principal organização internacional do comércio justo. A Unesco é outra instituição que reconhece a atuação da Artesol no campo da salvaguarda do patrimônio cultural imaterial desde 2010. Em 2018, outra premiação da Revista Época e do Instituto Doar colocou a organização no ranking das 100 melhores ONGs do Brasil.


Saiba +

Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro

O principal projeto da organização atualmente é a Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro, que promove o fortalecimento e desenvolvimento da cadeia do artesanato, tendo patrocínio do Instituto Cultural Vale e apoio das Pernambucanas.

O propósito do projeto é consolidar o maior mapeamento do artesanato do Brasil e ampliar oportunidades de negócios para artesãs e artesãos, articulando toda a cadeia produtiva do segmento, incluindo lojistas, espaços culturais e organizações de apoio. Para isso, a organização identifica os principais núcleos artesanais espalhados pelo território nacional e promove capacitações nas áreas de tecnologia de comunicação e comercialização. O projeto também divulga o trabalho dos artesãos em sua plataforma traduzida em 58 diferentes línguas.


Ao todo, o portal da Rede já recebeu 1.260.167 page views de 150 países diferentes. Através dos contatos via plataforma, os artesãos tiveram oportunidade de fornecer produtos para novos lojistas, fazer parcerias de desenvolvimento junto a grandes marcas e designers, participar de exposições e feiras e palestrar em seminários, por exemplo. Nesse contexto, a Artesol já facilitou a co-criação de coleções das marcas Osklen, Le Soleil e Flávia Aranha e muitas outras junto aos artesãos brasileiros. Também colaborou com exposições na São Paulo Fashion Week e enviou peças dos artesãos da Rede para o Salão de Milão, maior evento de design do mundo.



Para produzir um conteúdo qualificado para esse portal, a Artesol promove viagens para todo o território nacional. Ao todo, os consultores da Artesol já rodaram 739 mil quilômetros em 24 estados do país, atravessaram grandes rios amazônicos, sobrevoaram todos os biomas brasileiros e visitaram terras indígenas, reservas extrativistas e povoados ribeirinhos dos rios Amazonas, Tapajós e São Francisco, entre outros. Nessas expedições, a equipe técnica do projeto oferece oficinas de comunicação, fotografia e comercialização e registram as histórias dos artesãos e artistas populares que integram o projeto. São quase 200 associações, incluindo 10 organizações indígenas de diferentes etnias e 8 associações quilombolas, além de outras comunidades tradicionais.

A coordenadora do Projeto, Josiane Masson, ressalta que esse trabalho de capacitação para uso das tecnologias de comunicação e o suporte online oferecido pela Artesol foram fundamentais para que os artesãos estivessem preparados para lidar com os desafios da pandemia dos últimos anos. “Durante a crise do COVID-19, essa rede de divulgação e apoio tem tido um papel fundamental na sustentabilidade econômica dos artesãos. Segundo pesquisa que realizamos, os contatos via plataforma do projeto possibilitaram a comercialização do trabalho de muitos deles em um período em que os grupos não estavam recebendo turistas em suas comunidades ou participando de feiras presenciais”, lembra Josiane. No último ano de 2020, 69% dos artesãos da Rede afirmaram que participar do projeto aumentou suas oportunidades de negócio e 81% deles afirmaram que tiveram oportunidades além das vendas, como ser professor em oficinas ou desenvolver parcerias com designers, marcas ou outros artesãos.


O projeto da Rede ainda contempla um programa de formação destinado aos artesãos dentro de uma plataforma virtual de aprendizagem. Trata-se do Canal Artesol (canalartesol.org.br). Nesse ambiente, é possível acessar podcasts, uma web série, videoaulas e documentários de boas práticas sobre o empreendedorismo no universo artesanal. Hoje o canal já acumula 84 videoaulas, 5 podcasts, 1 minidocumentário e mais de 400 publicações, totalizando 112 horas de conteúdo de capacitação. Os temas contemplam questões como gestão, educação financeira, design de produtos, marketing, redes sociais, e-commerce, fotografia entre outros. O objetivo dessa iniciativa é aprimorar o conhecimento dos artesãos, colocando-os em diálogo com o mercado.


Onde comprar? Conheça o projeto de comercialização ligado à Rede Artesol

Outra iniciativa focada na valorização do artesanato brasileiro é a Artiz (@artiz.oficial), projeto de comercialização e espaço de negócios criado em parceria como o Grupo Iguatemi que apresenta o artesanato tradicional em diálogo com o design e a arte popular.

O objetivo é aproximar artesãos apoiados pela Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro do público consumidor, levando o patrimônio cultural do Brasil afora para a casa dos brasileiros adentro, através de uma cuidadosa curadoria. Por meio do projeto são comercializados objetos exclusivos de diversas regiões do Brasil, nas técnicas de entalhe, trançados, rendas, bordados, cerâmicas, tecelagem, entre outras.


Saiba mais

ONG ArteSol

Instagram:@artesol_oficial


Artiz

Shopping JK Iguatemi, Piso 2, São Paulo/SP - (11) 97555-2827

Instagram: @artiz.oficial



A produção de mobiliário moderno, incluindo peças para projeto original do Itamaraty em Brasília, prédios projetados no Rio desde os anos 1960, stands de feiras internacionais e o pioneirismo nos shoppings centers marcam a atuação do profissional



A trajetória profissional de Bernardo Figueiredo é revista em exposição no Museu da Casa Brasileira – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – e em livro publicado pela Editora Olhares a partir de 17 de julho, com o título “Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro”. Curadoras da mostra e autoras do livro, Maria Cecília Loschiavo dos Santos, professora titular de Design da FAUUSP, Amanda Beatriz Palma de Carvalho, doutora em design, e Karen Matsuda, mestre em Design, ambas pela mesma instituição, tiveram o Acervo Bernardo Figueiredo como ponto de partida para a pesquisa.


“A produção de Figueiredo está situada no cruzamento da arquitetura, urbanismo, design de mobiliário, design de interiores, cultura e suas inter-relações transdisciplinares. O que motivou estes cruzamentos? Bernardo foi um homem de pensamento aberto e sua identidade profissional sempre esteve imbricada com as condições culturais e sociais do Rio de Janeiro de seu tempo. Ele se envolveu em diferentes experiências profissionais e humanas, sempre com uma atitude aberta e positiva, expandindo suas práticas criativas em direções interdisciplinares e em constante fluxo no Brasil e no exterior”, diz Maria Cecilia Loschiavo.


Dividida entre o hall de entrada e as três salas principais do MCB, a mostra traz uma linha do tempo com datas e eventos importantes: desenhos, fotos de suas criações de design de móveis e arquitetura, além do vídeo Fabricando a Poltrona Milhazes, que apresenta a fabricação desta peça na fábrica da Schuster, em Santo Cristo, RS. Haverá também desenhos originais de projetos urbanísticos criados por Figueiredo para a cidade de Porto Seguro, na Bahia.


Uma das salas contará com 11 peças produzidas nos anos 1960 que fazem parte do Acervo Bernardo Figueiredo, além de fotos de ambientações dessa época, incluindo imagens da residência de Bernardo. A exibição de um vídeo com trechos do filme "Garota de Ipanema" de Leon Hirzman, 1967, apresenta a segunda residência de Bernardo, que foi uma das principais locações do filme.


A Poltrona Carioca, desenvolvida para ser montada em um programa de TV da época, estará desmontada e aplicada em uma das paredes mostrando cada uma das partes que a compõem. Os visitantes ainda poderão conferir fotos do Porão da loja Chica da Silva, que pertenceu à figurinista Kalma Murtinho, pioneira no comércio de artesanato brasileiro no Rio de Janeiro. O local era ponto de encontro de intelectuais cariocas e comercializou moveis de Bernardo durante vários anos.


Outra sala será dedicada ao Palácio do Itamaraty, que abriga o Ministerio das Relações Exteriores, em Brasília. Móveis originais como a Cadeira dos Arcos e a Poltrona Rio irão dividir espaço com as reedições produzidas pela Schuster como a Cadeira Bahia e a Poltrona Leve. Essas peças fazem parte do projeto do Palácio. A sala conta ainda com reedições sofás Conversadeira, que poderão ser utilizados pelos visitantes e com o vídeo Palácio dos Arcos, criado por Angela Figueiredo com fotos e imagens de 1967 e 2017.


Em um terceiro espaco serão apresentadas peças reeditadas pela fábrica gaúcha Schuster Móveis que, desde 2011, produz os móveis de Bernardo. O público visitante poderá experimentar o mobiliário.


"Relançar os móveis do Bernardo significa manter vivo o legado e a própria história do mobiliário nacional. Suas dificuldades, necessidades e propostas de solução. Tudo isso sempre apresentado uma brasilidade típica junto à discussão do jeito de ser e morar do brasileiro e suas relações com a natureza e sua filosofia própria", comenta Wilson Schuster, diretor da empresa gaúcha.


Sobre Bernardo Figueiredo

Formado em 1957 pela Faculdade Nacional de Arquitetura (atual FAUUFRJ), o carioca Bernardo Figueiredo (1934-2012) iniciou sua carreira projetando edifícios, explorando o universo do design de móveis e da arquitetura de interiores. Ao longo de sua carreira, ele traçou projetos urbanísticos, desenhou estandes para feiras nacionais e internacionais, projetos gráficos e empreendimentos comerciais, sendo pioneiro na criação de shoppings centers no país, como o Barra Shopping, inaugurado em 1981 no Rio de Janeiro.

A carreira de Bernardo esteve fortemente ligada ao Rio de Janeiro nas décadas de 1960/70, sobretudo a Ipanema, bairro onde nasceu e viveu e que se tornou um dos epicentros da cultura brasileira no periodo.

“Bernardo, assim como seus contemporâneos, refletiu sobre a materialidade, oferecendo projetos ousados, que visitavam diversas frentes, sem deixar de lado a real funcionalidade de cada um deles, para o seu público-alvo”, explica Karen Matsuda.

Bernardo trabalhou na loja Oca, onde teve a oportunidade de conviver diretamente com Sergio Rodrigues e Inge Dodel. Sobre essas experiências, dizia: “Inge me disciplinou, Sérgio me permitiu a intimidade com o móvel e Tenreiro me aguçou o estilo”.

Teve participação marcante na concepção do projeto de arquitetura de interiores do Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores em Brasília, em 1967. Ele foi convidado a mobiliar as principais salas do palácio e conviveu, na ocasião, com nomes do modernismo como: Oscar Niemeyer, Burle Marx, Athos Bulcão, Bruno Giorgi e, novamente, Sergio Rodrigues e Joaquim Tenreiro, também chamados para participar do projeto.

“O móvel brasileiro existe quando atende às condições próprias da nossa gente. É essa exatamente minha preocupação ao criar um modelo. Proporcionar através do conforto, plástica, materiais e autenticidade, o encontro daquilo que é acima de tudo útil para quem o procure. É uma questão de identidade”, dizia Bernardo Figueiredo.

A constante movimentação de Bernardo e sua busca por um modo de vida mais perto da natureza o levaram a se mudar para Porto Seguro, na Bahia. Lá, quis contribuir para algumas soluções para a população local encabeçando pequenos edifícios e projetos urbanos, além de se dedicar a preservar a riqueza natural e cultural da cidade histórica.

"Desde sua chegada em Porto Seguro, Bernardo lutou para que a cidade preservasse toda a natureza e vegetação ao redor. Em 1984, quando soube que usinas de álcool seriam implantadas na região, chegou a criar e liderar um grupo em defesa da cidade", contam as autoras Maria Cecília, Amanda Carvalho e Karen Matsuda.

“Bernardo teve uma carreira abrangente e múltipla, e suas criações permanecem e demonstram a validade formal e o rigor das respostas de projeto que ele soube dar às mais variadas demandas com as quais se defrontou”, segundo Maria Cecília Loschiavo.

Sobre o livro

O livro é um importante registro que amplia o conhecimento dos campos de arquitetura e design no Brasil na segunda metade do século XX ao destrinchar o pensamento de um profissional multidisciplinar, que se formou no auge do período moderno e atuou com pioneirismo e sucesso em diversas tipologias. Além dos textos das autoras e de apresentação de Angela Figueiredo e Adriana Figueiredo, a publicação conta com prefácios do MCB e do diplomata Heitor Granafei, que coordenou uma grande pesquisa sobre o mobiliário original do Palácio dos Arcos, além de ensaio fotográfico de André Nazareth.

Título: Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro

Publicação: Editora Olhares

Organização: Maria Cecilia Loschiavo dos Santos

Autoras: Amanda Beatriz Palma de Carvalho, Karen Matsuda, Maria Cecilia Loschiavo dos Santos

Ensaio fotográfico: Andre Nazareth

Prefácios: Heitor Ganafei, MCB

Coordenação do projeto: Angela Figueiredo

Patrocínio: Móveis Schuster

Formato 21x28cm, capa dura

Número de páginas: 176

Tiragem: 2.000

Edição bilíngue / versão em inglês: Adriana Figueiredo, Mark Farnen e Emily Cavelier

Preço de capa: R$ 139

SERVIÇO:

Exposição Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro

Visitação a partir de 17 de julho, sábado, às 10h, até 12 de dezembro de 2021.

Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h.

Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada) | Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada

Gratuito às terças-feiras.

Acessibilidade no local

Bicicletário com 40 vagas | Estacionamento pago no local

Museu da Casa Brasileira | Av. Faria Lima, 2705 | Tel.: (11) 3032-3727

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Informações para imprensa – Jacarandá Comunicação

Juliana Victorino 11 97995-1241 juliana@jacarandacomunicacao.com

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Os meses de junho e julho costumavam transformar as cidades do interior do Brasil em majestosos cenários dos “arraiás” que homenageiam da cultura sertaneja em noites embaladas ao som da sanfona, aquecidas pelo calor da fogueira e aromatizadas pelo cheiro do quentão ou de quitutes como o milho assado. A tradição originalmente portuguesa, com traços culturais franceses, nasceu das festas que celebravam a safra dos agricultores europeus com muita fartura na mesa. No Brasil, os festejos que também homenageiam os santos católicos e incluíram ainda a musicalidade dos trios de forró e as comidas e típicas do Nordeste, onde a festa ganhou fama e identidade.


Foi assim que, ao longo do tempo, essa época do ano ganhou um significado afetivo na memória do povo brasileiro. Pelo segundo ano consecutivo, porém, estamos privados da alegria das quermesses do Brasil. Foi pensando nisso que a ONG Artesol fez uma seleção de peças do artesanato tradicional brasileiro e preparou diversos quitutes para te inspirar a levar a alegria das festas julinas para sua casa em um arraiá com a família.


Para uma decoração original, uma alternativa à toalha de chitão é montar a mesa com uma toalha ou caminho de mesa trançado de fibras naturais, que mostram que até a festa caipira pode ter um toque rústico chique. Use e abuse também do charme das tramas brasileiras em cestarias e peças feitas com as mais diferentes matérias-primas: fibra de buriti, de arumã, de carnaúba, bananeira, cipó e tantas outras. A simplicidade elegante das técnicas de trançado presente nos cestos, balaios e peneiras garante a brasilidade da festa. Elas podem ser usadas para servir espigas de milho, pamonha doce cozida na palha do milho e pipoca e qualquer outra receita de milho, o protagonista absoluto do cardápio.




Invista em cumbucas de cerâmica artesanais para servir porções individuais de canjica, pinhão cozido e curau. Ainda vale investir em um cantinho com os símbolos mais tradicionais da cultura nordestina. O artesanato de Caruaru, por exemplo, é um ícone. É de lá que vem os famosos trios nordestinos, cangaceiros, retirantes e dançarinos de xaxado que representam tão bem a estética nordestina. Eles são moldados no barro a partir da tradição criada por Mestre Vitalino, um dos maiores artistas populares da nossa história, que ficou conhecido por criar figuras inspiradas nas crenças populares, no cotidiano, nos rituais e no imaginário da população do sertão brasileiro.

Depois da mesa montada, é só colocar o baião na vitrola e entrar no clima. Olha a chuva! É mentira!



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