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Designers cariocas mudam seu estúdio de criação para o bairro da Gávea. Nele também será possível conhecer mais sobre os produtos da marca e desenvolver projetos especiais




A Lattoog, estúdio de mobiliário autoral dos designers cariocas Leonardo Lattavo e Pedro Moog, inauguram, nesta semana, seu novo espaço no Rio de Janeiro. Depois de anos no bairro de São Cristovão, os designers escolheram a Gávea para o novo endereço da Lattoog, é a nova Casa Lattoog.




Além disso, na Casa teremos sempre uma ambientação com as peças desenvolvidas pela dupla, “A ideia é que arquitetos e designers de interiores possam imergir em nosso universo conhecendo melhor as peças assinadas por nós, além de conhecer detalhes e curiosidades sobre nosso processo criativo.” diz, Leonardo.

“Após passar anos em um estúdio-oficina em São Cristóvão, optamos agora por estar mais perto dos nossos clientes. A Gávea será o nosso novo laboratório! ” completa Pedro Moog.


Com a inauguração da Casa Lattoog no Rio de Janeiro, Leonardo e Pedro contam agora com dois endereços próprios no país, uma loja em São Paulo - Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 248 - e o showroom na Gávea.





Casa Lattoog

Rua dos Oitis 42 – Bairro Gávea

Fone: 21. 2512-6182

Apenas visitar agendadas




A alma brasileira está arraigada no trabalho de Maria Fernanda Paes de Barros. A sabedoria intuitiva e a rica e vasta cultura dos povos originários do país, junto ao constante aprendizado, despido de pré-conceitos que Maria Fernanda sempre carrega consigo, resulta em uma simbiose que une o saber ancestral, que sobrevive à imposição violenta da pós-modernidade, ao saber contemporâneo de uma artista em seu pleno despertar para sua natural vocação.

É incrível como o olhar, após experiências imersivas em culturas ancestrais, começa a ter uma sensibilidade maior para enxergar novas formas de trazer nossa origem para o presente. É por esse caminho que percorre Maria Fernanda Paes de Barros. Com a alma absorvida pelas vivências imersivas nos lugares que atravessa, Maria Fernanda leva consigo cada aprendizado, revivendo-o, sentindo e transformando-o, trazendo à superfície peças que surgem como revelações, carregadas de valor, como um manifesto em prol da identidade brasileira. “A cada viagem que faço me torno mais humilde, percebo as diferenças por ângulos novos, reaprendo a olhar, entendo significados através do lugar do outro”, explica a artista.


Para a SP-Arte Viewing Room 2021, Maria Fernanda apresenta uma nova etapa de sua trajetória, se firmando como artista. Sempre desbravando o universo do design de coleção, agora Maria Fernanda desponta como uma agente do despertar introspectivo após anos de reflexão sobre sua própria carreira e, através de momentos vividos entre suas caminhadas pelo Brasil profundo, agora expande para fora de sua íntima experiência com os diversos povos, culturas e costumes do país continental.

A obra que coroa este novo atravessamento é intitulada Passagem. Após o encontro com a etnia Mehinaku em 2019 e que deu origem à Coleção Xingu, lançada em 2020, Maria Fernanda apostou em uma nova abordagem, agora com os indígenas da etnia Pataxó, na Aldeia Barra Velha, no sul da Bahia. Esta obra teve início por um convite do curador Marc Pottier. A partir desse convite, Maria Fernanda, com a ajuda da ativista Lalah Amazônia, que a colocou em contato com Arassari Pataxó, uma das lideranças da etnia que, após um encontro virtual, a convidou para visitar à aldeia em dezembro de 2020. “Fiquei receosa de adentrar uma terra protegida num momento de isolamento social, mas Arassari foi enfático em dizer que eu deveria ir para lá, que faríamos tudo com segurança, que seus pais iriam adorar minha visita e a estada na aldeia deles e que ele sentia que eu tinha uma boa energia e foi por isso havia me convidado.”, comenta Maria Fernanda.





As frágeis casas de pau a pique e sapé dão lugar às de alvenaria, uma das muitas formas encontradas pelo povo Pataxó para sobreviver dentre tantos ataques e invasões. Isso não significa abrir mão da tradição, ao contrário, esta foi a forma encontrada de mantê-la viva, pulsando dentro de cada um. “Os Pataxós são um povo ágrafo, a importância da oralidade e da música como forma de transmissão de conhecimento é imensa”, comenta.

As formas craqueladas das casas chamaram a atenção da artista, desde o primeiro minuto em terras Pataxós. “Não sei bem explicar o porquê, mas quando percebia meu olhar já havia se direcionado para uma nova casa que surgia no horizonte. Talvez fosse a mistura de fragilidade e força que elas transmitem. Suas paredes aos poucos se desfazem, trincam, escorrem, deixando os poros abertos. Nelas ficam registradas as cicatrizes do tempo, nela encontro as marcas da história, de um tempo que leva aos poucos camadas de nós, da frágil pele que reveste a alma e esforça-se para manter segura a sua essência”.

A obra Passagem é uma parede que reflete a passagem do tempo, um tempo que aos poucos lava as camadas do barro e deixa transparecer apenas aquilo que é essencial. “Uma mistura de fragilidade e força cuja sensível impermanência deixa os poros abertos, como se nos despíssemos das inúmeras peles que nos são impostas pela sociedade em que vivemos e passássemos não apenas enxergar o outro, mas também a nos nutrirmos e reaprendermos o que significa viver de verdade”, explica a artista. Medindo aproximadamente 1,67m de comprimento e 2m de altura e disposta de maneira que o público possa circular em torno dela, a parede tem estrutura em madeira jequitibá maciça esculpida em formas orgânicas, intercalando painéis feitos com uma mistura de barro, numa composição que abre espaço para uma “janela”, onde um punhado de sementes de Pau-Brasil, que simbolizam a vida, nos coloca em contato com nossa essência.

Segundo o curador Marc Pottier, Passagem “oferece ao público da SP-Arte anos de reflexão. É uma obra que se enquadra perfeitamente no século XXI. Ela não poderia ter sido vista ou compreendida antes. Derivada da Land art, talvez sociológica, seu conceito nos faz olhar para o passar do tempo, mas também para a herança indígena”.

Também fruto dessa experiência, Maria Fernanda traz para a SP-Arte a obra Entre o Céu e a Terra, uma parceria de Maria Fernanda com Txahamehé Pataxó. Com alturas aproximadas de 2 metros e feitos com penas de galinhas, sementes e pedaços de madeiras, os pendentes que tradicionalmente são usados em adornos para os cabelos, agora ganha dimensões multiplicadas para flutuarem com liberdade à sombra dos galhos das árvores. Os reflexos nos espelhos cuidadosamente posicionados à sua volta dão a sensação de que os pendentes brotam do solo, unindo Terra e Céu. “O ar é o elo entre espiritualidade e matéria e os pendentes o caminho que eleva nossas preces e nos traz esperança”, completa Maria Fernanda.


Para esta edição da SP-Arte e como um tecer narrativo de sua trajetória artística, Maria Fernanda ainda apresenta a Coleção Xingu, lançada em 2020, após sua imersão na cultura do povo Mehinaku, na aldeia Kaupüna, no Alto Xingu. Para esta coleção, Maria Fernanda contou com inusitadas circunstâncias no seu desenvolvimento. “Xingu nasce a partir de um encontro entre passado e futuro, mas que se firma no presente, propondo novas maneiras de olharmos a tradição, com o respeito e admiração que ela merece, ao mesmo tempo em que usa da tecnologia para manter a comunicação em tempos de isolamento”, conta Maria Fernanda, que, por conta das novas práticas desde o início da pandemia no mundo, não pôde retornar à aldeia Kaupüna para continuar a produzir as peças.

Maria Fernanda Paes de Barros

Maria Fernanda Paes de Barros tem na leitura cultural sua verdadeira vocação. Filha de uma professora de artes plásticas e música, Maria Fernanda, desde cedo viveu cercada por peças e histórias sobre a cultura brasileira e foi incentivada a criar livremente, tendo contato com diversos materiais e suportes. Cursou administração de empresas, mas logo viu que a sua vida tomaria um rumo diferente. Se voltou para o design de interiores, atuando na área por 20 anos, e em 2014 migrou para o design de mobiliário, criando a Yankatu.

Sua paixão pelo artesanato brasileiro a levou a viajar pelo país em busca de tradições ancestrais e dos seus guardiões, mergulhando fundo neste rico caldeirão cultural que é o Brasil, onde a arte e a cultura dos povos originários encontraram-se com as dos europeus, africanos e imigrantes de diversas nacionalidades, e somaram-se a riqueza da flora e da fauna brasileira e a sua diversidade de matérias-primas. Tudo isso a permitiu libertar a artista que estava guardada dentro dela e hoje, movida pela emoção, realiza uma pesquisa regida pelo olhar, feita com sensibilidade e respeitando o ritmo ditado pelo tempo, que é traduzida em obras de arte cheias de significado e que, não raro, são feitas a quatro ou mais mãos, trabalhando lado a lado com os povos originários enaltecendo seu valor e suas tradições, numa interlocução repleta de significados.


SP-Arte Viewing Room

9 a 13 de junho


MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Marilia Salla - 11 9 6408 3845

marilia@jacarandacomunicacao.com








Ricardo Graham Ferreira, designer e artista à frente da marca oEbanista enxerga a madeira como um elemento sempre vivo, em constante “movimento”. A história da madeira, contada por seus veios, texturas, cores, aromas, é a base para a criação de peças que fazem a madeira existir permanentemente, em outras inúmeras formas. É a partir deste pensamento que Ricardo apresenta, na SP-Arte, suas coleções de mobiliário e objetos.


Intitulada Diversidade em 3pés, essa coleção mostra suas diferentes abordagens em relação à principal matéria-prima que utiliza: as diversas e singulares espécies de madeira e suas transformações. Como destaque, está uma série de 10 cadeiras 3 Pés, peça icônica do design nacional, produzida a partir de um pedido de um colecionador da Bahia que, em meados de 2020, fez a Ricardo o seguinte desafio: produzir uma série da sua premiada cadeira em 10 espécies diferentes de madeiras: Roxinho, Muirapiranga, Muiracatiara, Cumaru, Cedro, Sucupira vermelha, Ipê, Freijó, Peroba mica e Peroba do campo (de reuso). O resultado da produção, rendeu um além de uma linda coleção, um ensaio das características das madeiras: peso, cheiro, densidade, e outras mais subjetivas percebidas e registradas pelos sentidos do ebanista.


Desse estudo veio a inspiração de dividir com mais pessoas esse registro, mostrando-o em primeira mão na SP-Arte. Com essa apresentação, Ricardo propõe observarmos a riqueza da madeira e suas inúmeras espécies o processo criativo e produtivo em madeira num país com tanta diversidade dessa matéria-prima; e da importância de seu uso consciente para a preservação das florestas.


“Esse pedido foi uma experiência muito rica, pois ao mesmo tempo que a cadeira já faz parte do meu dia a dia na oficina, tive a oportunidade de ir observando as peculiaridades de cada tipo de madeira: nenhuma espécie é igual a outra, até mesmo em uma mesma espécie encontramos diferentes características. Por isso a marcenaria é uma ciência viva, que se transforma a cada dia”.


Outra novidade é coleção de Vasos Origens, criada a partir da matéria-prima remanescente da fabricação de seus móveis. “Como cada peça é trabalhada a mão livre, eu me valho da plástica visual da madeira para deixar mais visível a beleza de seus desenhos naturais, o que traz para cada peça a graça da ser única”, explica Ricardo.

Os vasos representam uma nova etapa da trajetória de Ricardo dentro de seu trabalho com a madeira, trazendo ainda mais frescor e identidade ao seu trabalho como ebanista, ofício tradicional que aprendeu na Europa no início de sua carreira. “É uma forma mais livre e instintiva de trabalhar enxergando e desenhando objetos diretamente nesses fragmentos de madeira, trabalhados com técnicas que venho utilizando e desenvolvendo ao longo do tempo”, comenta.


Além dessas peças, Ricardo ainda traz móveis consagrados no seu portfolio, como o escultórico banco Sela, a poltrona Recordar, sofá Paris, aparador Tropical, a cadeira Natural nas versões baixa e alta, a linha Capuri com mesa, cadeiras com e sem braço e sua poltrona leve.


SP-Arte Viewing Room

9 a 13 de maio – online


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